#comportamento – Como o pai lida com a perda?

Olá meninas tudo bem?

Esse fim de semana foi difícil, Alice fez aniversário de 1 ano, e consecutivamente também 1 ano que estamos sem nossa filha, por coincidência minha amiga também perdeu seu bebe no mesmo mês cinza de Novembro, então nos juntamos nessa data de finados e de aniversário de minha pequena Alice para nos apoiarmos e não ficarmos tão triste!

Então hoje resolvi escrever esse post, porque nós mulheres sempre achamos que temos a capacidade de sofrer muito mais que qualquer um, e sim sofremos mais que qualquer um, mas as vezes nos esquecemos que nossos maridos mesmo tentando ser forte e nos apoiarem também sofrem essa perda, então temos que nos atentar a isso para que a convivência nesse período não seja massiva para ambas as partes, porque sim nós nos sentimos até ofendidas as vezes porque pensamos que o pai não está sofrendo, porque maioria não demonstra seus sentimentos, e isso faz com que a mulher acabe achando que seu marido não se importa com a perda, e as coisas não são assim, acredite!

Nesse momento tão complicado, não é apenas a mãe que perde o bebê, mas também o pai, os avós, os tios e os possíveis irmãos da criança que estava a caminho. Como a mulher era quem a carregava, as atenções costumam estar mais voltadas para ela. Mas, essa criança não foi feita e sonhada sozinha: existe, principalmente, um pai que também está vivendo o luto de seu filho e que precisa ser respeitado e ouvido.

“Infelizmente, alguns homens ainda não se permitem chorar, como se isso fosse um sinal de fraqueza, o que não é. Sentir também requer força. Quando os pais da criança se unem para superar a dor da perda gestacional, o casal pode encontrar força e apoio mútuo de uma maneira muito única e especial”, esclarece a psicóloga Renata Kraiser.

Além disso, o homem tende a ser mais racional e, nesse momento, pode ter o comportamento de proteger e poupar a mulher de maiores frustrações, o que não significa que ele não está sentindo a perda do bebê. No caso dos outros filhos, procure contar com calma e pensamentos de força em vigor. “Para comunicar a eles, aja com amor e cuidados – como levar em conta idade s e saúde mental-, que cada um deles necessita”, recomenda Tânia Maria Alves, psiquiatra e coordenadora do Ambulatório de Luto do Hospital das Clínicas (FMUSP).

O lado psicológico de toda a família que está vivendo esse luto deve ser cuidado com muito carinho, respeito e tempo. “Mesmo antes de alguém comunicar sobre o fato, as crianças, inclusive as de pouca idade, percebem que algo ruim aconteceu com sua família. Isso pode gerar fantasias e até mesmo sentimentos como culpa e angústia, além das alterações comportamentais. O recomendável é contar o quanto antes e expor a verdade. A maneira como o pai e a mãe lidam com a situação, reflete diretamente na forma como vão comunicá-la aos seus filhos”, detalha Maria Cristina.

É necessário que se crie um espaço para que todos possam falar de sua dor, de suas fantasias e dificuldades. O bebê que se foi é filho, irmão, sobrinho e neto, ainda que ocupe um lugar apenas emocional e não físico. É importante reforçar: ele existiu e sempre existirá na memória e na história dessa família. “Logo depois da morte do irmão, Carol me pedia para contar a história de um gato que caía do telhado. Eu insistia em fazer o gato voar , se salvar de alguma maneira. Mas ela falava: ‘Não, mamãe, ele não voou, ele morreu mesmo’” Era o jeito dela de elaborar que era definitivo”, conta Larissa, que, após a morte do filho, procurou, com o marido, apoio psicológico. “No começo, eu e ele íamos às sessões, o que foi ótimo, pois era difícil conseguirmos conversar sobre o que sentíamos”, conta.

É comum o homem não externar tanto os sentimentos, por uma questão cultural mesmo (meninos não choram) e até com a intenção de parecer mais forte para apoiar a mulher, cuja dor parece mais concreta, já que vivida também fisicamente, pois o bebê estava dentro de sua barriga. No entanto, o impacto é grande para ambos.

A morte do filho antes do nascimento joga a maioria das mães e pais em uma profunda crise. Se os médicos supunham há 30 anos que o melhor para os casais seria esquecer o evento o mais rápido possível, hoje – graças à psicologia e à psicanálise – se sabe que as reações à perda de um filho antes do nascimento só se diferenciam fracamente das que ocorrem em outros casos de luto. No entanto, sua magnitude raras vezes é percebida por aqueles que rodeiam as pessoas que passam por essa situação e, não raro, os homens encontram ainda menos espaço para viver sua tristeza. Dependendo do estudo, entre 10% e 30% das crianças morrem ainda antes de nascer. No fundo, isso pode ocorrer em qualquer período de uma gravidez. Até a 16º semana, os médicos falam em aborto precoce, depois; em aborto tardio. Mais da metade de todos os abortos espontâneos ocorre, no entanto, antes do terceiro mês de gravidez. E somente os bebês com peso corporal de 500 gramas que morrem antes ou durante o parto são considerados “crianças nascidas mortas”. Embriões menores não têm registro civil nem direito a enterro.

Abaixo vou colocar o vídeo, onde Jacqueline Carvalho e Murilo Endres contam como foi sua experiencia com a perda de seu bebe, vejam:

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