#Saúde – O que é Síndrome do pânico?

Uma situação desesperadora em que a pessoa sente tontura, falta de ar, taquicardia, medo e suor frio, entre vários outros sintomas.

Olá meninas tudo bem?

Vocês já ouviram falar sobre Síndrome do Panico?

Infelizmente, a alguns meses estou sofrendo com esse mal, e resolvi fazer esse post para compartilhar com vocês como é ruim para mim que sinto esses problemas e como também é horrível para quem está ao seu redor sem se munir de informações e não sabe como agir, com obter ajudar na hora de uma crise.

Para inciarmos esse assunto, acho importante ressaltar que Síndrome do Panico é algo seríssimo,e assim como a Depressão é uma doença muito ruim para quem sente e principalmente por sor tratar de algo psicológico já vem estereotipada e com todos os pacotes de preconceitos e duvidas de quem geralmente está próximo a você, isso faz com que o diagnóstico da doença seja cada vez mais progressivo e acabe piorando o estado de saúdo do paciente ao meu ver, portanto se muna de informação e oriente seu circulo de convivência para que possa estar preparado para sair de uma crise, algo que eu e você sabemos que é involuntário e incontrolável na maioria das vezes.

Eu, posso definir como CRISE, o estado avassalador do ataque mental e alucinogênico maioria das vezes de acordo com o grau de trauma que a pessoa geralmente visualiza e o valor do tempo que estima se passar por aquele momento de aflição e vulnerabilidade. No meu caso, duram cerca de 30 minutos a 45 minutos, e eu posso definir como um medo que vai aumentando, e me lembrando de situações que passei de extrema aflição e perda de controle, onde eu vou perdendo a noção do ambiente ao meu redor até chegar ao ponto de viver novamente aquela aflição de uma forma completamente real e involuntária, sinto como se alguém estivesse segurando o meu pescoço e apertando e isso vai me tirando o ar, na ultima crise séria que tive cheguei a ficar com a pele roxeada do rosto bem escuro e com olhos tão vermelhos quanto sangue, foi HORRÍVEL! Minha família não fazia ideia de como reagir a isso, ainda mais em uma situação aleatória como essa, sem um “motivo” aparente por “eu estar” fazendo aquilo comigo mesma, entende?

Síndrome do pânico (Foto: Arte/G1)

Embora a ocorrência dessa doença seja maior em um gênero do que em outro, o tratamento farmacológico é idêntico entre homens e mulheres.

Essa tensão toda, se for recorrente e diagnosticada por um médico, é chamada de síndrome do pânico, que pode ser provocada por um episódio de limite ou desafio, em que o indivíduo tem dificuldade de “dominar” o ambiente em que vive.

Durante as crises, que duram até meia hora (com picos entre 5 e 10 minutos) e são três vezes mais comuns em mulheres, o cérebro envia sinais para o corpo fugir ou lutar – mas esse alarme está desregulado. Pode ser no meio de uma multidão, no engarrafamento, metrô, elevador, shopping, supermercado ou na fila do banco.

O humor, nesse período, parece uma montanha-russa: os picos de ansiedade, pressão e respiração atingem, depois, um estado de exaustão e sonolência, como se fosse o fim de uma guerra.

Essa mudança brusca e completa do metabolismo, em que a vítima demonstra uma reação desproporcional – como se estivesse diante de uma ameaça real –, causa um aumento tão grande da pressão arterial, que a pessoa muitas vezes acha que está tendo um infarto e vai morrer. Mas, segundo Kalil, o risco cardíaco é mínimo se o paciente for diagnosticado corretamente.

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A primeira manifestação pode ser desencadeada por algum acontecimento traumático ou estressante, que desestabiliza o indivíduo, mas isso não é regra.

É importante destacar que ter um ataque de pânico ou uma crise específica não caracteriza a síndrome. Antes de procurar um médico específico (cardiologista ou psiquiatra), observe seus sintomas com atenção. Se você estiver passando por um ataque de pânico ou ver alguém em um, procure se acalmar e tranquilizar a pessoa, além de ter consciência de que a situação tem prazo de validade.

Segundo o psiquiatra Figueira de Mello, as crises também podem incluir fraqueza, desorientação e lesão de memória a longo prazo. Além disso, às vezes elas estão associadas a depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que ocorrem paralelamente, sem relação de causa e efeito. Nesse momento, respirar devagar pode ajudar, principalmente com a ajuda de um saquinho de papel.

O especialista ressaltou, ainda, que sentir medo é necessário, pois se trata de uma proteção da vida que contribui para a evolução da espécie. Mas, quando se torna doença, tem controle – apesar de a cura total ser mais difícil de obter.

Frequência cardíaca

Um coração normal bate de 50 a 100 vezes por minuto. Quando a criança nasce, fica acima de 150 batimentos; no adulto gira em torno de 180 e, no idoso, de 60 a 70.

Quando o músculo cardíaco bate mais de 100 vezes por minuto, ocorre a taquicardia. Se for abaixo desse nível, chama-se bradicardia. Segundo Kalil, um coração acelerado constantemente pode ser sinal de várias doenças, como hipertireoidismo, diabetes, febres infecciosas, fibrilação atrial (o coração se desregula e bate como um telégrafo), insuficiência cardíaca e arritmias.

Já em um atleta ou esportista, a bradicardia pode ser apenas uma adaptação fisiológica. Se não for nada relacionado com a atividade física, pode ser algum problema no sistema elétrico do coração, como a doença de Chagas ou a doença do nó sinusal, que é como se a bateria do coração “descarregasse”.

Mas quando as crises acontecem?

Segundo Dinah, cada pessoa vai desenvolver uma frequência individual. Algumas têm várias crises por dia, outras que só tem ataque situacional. Quem tem ataque de pânico, começa  a ter um certo grau de agorafobia, que é uma evitação fóbica dos lugares. Então, é muito comum que as pessoas deixem de fazer coisas e deixem de ir a lugares”, afirma. Existem vários graus: algumas pessoas evitam frequentar certos lugares, outras ficam restritas em casa e nunca mais saem. Mas, se uma pessoa tem um ataque situacional e nunca sai de casa, ela não vai ter ataque. É normal que as pessoas que têm pânico desenvolverem um raio que elas saem e, se elas não vão a esses lugares que geram pânico, elas não tem ataques. Agora, quem tem ataque não-situacional pode ter vários por dia, não é algo limitado, é individual.

Questão de gênero

“pessoas sensíveis são mais suscetíveis a desenvolver a doença, pois elas sentem muito mais as variações emocionais que acontecem ao redor delas”, afirma Leonard Verea, psiquiatra. Essa pode ser uma das explicações para o fato de as mulheres sofrerem mais com a síndrome do pânico. De acordo com estudos, a prevalência do mal em mulheres é maior que em homens, sendo que cerca de 4 mulheres são afetadas a cada 1 homem.

Por que isso acontece?

A causa para a doença ser maior em mulheres ainda não é clara. “Segundo pesquisas, um dos fatores mais influentes são os aspectos culturais na nossa sociedade em que as mulheres possuem uma maior aceitação cultural de comportamentos de medo e esquiva em relação aos homens”, esclarece André Luiz Monezi Andrade, psicólogo e docente do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi. Além disso, o profissional afirma que alterações  em substâncias conhecidas como neurotransmissores (serotonina e noradrenalina) também já foram detectadas como causa, mas esta área ainda carece de mais estudos.

Tratamento

Embora a ocorrência dessa doença seja maior em um gênero do que em outro, o tratamento farmacológico é idêntico entre homens e mulheres. “Em paralelo, a psicoterapia é de suma importância para que a pessoa consiga identificar os disparadores (gatilhos) ligado às crises. Desta forma , ela possui condições de se preparar momentos antes de ter o ataque, melhorando, e muito, sua qualidade de vida”, diz o psicólogo. O que acontece é que a psicoterapia pode ser personalizada para cada pessoa de acordo com a gravidade e quantidade de sintomas mas não devido ao gênero.

O que muitas pessoas não sabem é que, apesar de não ser um processo curto nem fácil, a síndrome do pânico tem cura sim!

Essa síndrome, quando não tratada, pode aumentar não somente a intensidade das crises, mas também a frequência com que ocorrem. Além disso, segundo André Luiz, cerca de 50% das pessoas com a doença podem apresentar um quadro de depressão, prejudicando ainda mais seu funcionamento de vida. Outro problema comum em cerca de 50% destas pessoas é a chamada agorafobia (palavra que vem do grego e significa medo de locais aberto ou com muitas pessoas). “Como estas pessoas não sabem quando terão a crise, elas podem ter medo de sair de casa sozinhas pela falta de alguém de confiança ao lado delas quando tiverem um ataque”, finaliza o professor.

Problemas paralelos

Ansiedade, depressão e outras doenças do cérebro podem colaborar com o aparecimento dessa síndrome. Alguns médicos classificam a síndrome do pânico como ansiedade patológica, ou seja, quando a ansiedade passa de um nível normal e natural para algo abusivo, prejudicando a vida do paciente. Em consequência disso, a pessoa pode desenvolver tal síndrome e cair em depressão, outra doença do cérebro. Vamos conhecer agora um pouco mais desses males que atrapalham a vida de muita gente!

Depressão

A depressão é uma das doenças mais comuns dos dias atuais – atinge 121 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundia da Saúde (OMS). Pode ser ocasionada por fatores biológicos, psicológicos ou ambientais, como explica a psicóloga Marcella Mantovani Pazini: “Do ponto de vista psicológico, a depressão está relacionada a experiências de perdas significativas, como morte de um ente querido, perda de um emprego, de um local de moradia, de status socioeconômico, doença grave ou crônica, ou algo puramente simbólico e importante para aquela pessoa que não possa ser alcançado ou tenha sido perdido.” E, de acordo com os sintomas, pode ser classificada de 5 tipos diferentes:

Transtorno bipolar: essa doença é caracterizada pela mudança repentina de humor: de repente, aquela pessoa que estava alegre e de bem com a vida, fica triste e depressiva. Segundo a profissional, essa é uma doença que atinge tanto homens, quanto mulheres, igualmente, principalmente entre os 15 e os 30 anos.

Distimia: Ela se difere da depressão comum devida a sua intensidade, já que a depressão comum se inicia de uma hora para outra. Desde a infância, as pessoas que sofrem desse mal já são consideradas pessoas que se relacionam com dificuldade. Isso ocorre, pois elas ficam irritadas, mal humoradas e desanimadas na maior parte do tempo.

Depressão sazonal: Você sabia que a falta de luz solar pode provocar alterações de humor? Durante épocas frias, como o outono e inverno, é normal que as pessoas não tenham tanto contato com o sol e fiquem mais depressivas. Isso é muito comum em países cujas estações são melhores definidas, como os do hemisfério norte.

Depressão psicótica: Esses pacientes apresentam os sintomas comuns da depressão mais clássica, além de rompimento com a realidade. É comum que eles tenham alucinações e delírios.

Depressão pós-parto: É muito comum que, mesmo com a chegada do bebê e o início de uma nova fase, a mulher entra em depressão e sinta uma profunda tristeza. Esse quadro se intensifica cada vez mais, a ponto de incapacitá-la de realizar as tarefas comuns do dia a dia. Essa situação ocorre devido a vários fatores, mas principalmente, a diferença hormonal após a mulher dar a luz. Durante a gestação, o organismo feminino está submetido a altos níveis de estrógeno e progesterona e, algumas horas após o parto, o nível destes hormônios cai drasticamente. A consequência, muitas vezes, é a depressão.

Como dar o primeiro passo? O que fazer quando a síndrome do pânico é detectada?

Normalmente, pessoas com síndrome do pânico limitam suas vidas para evitar que tenham crises. “Crises de pânico são comuns a todos os indivíduos. O que difere a síndrome de pânico das crises é sua frequência”, comenta a psicóloga Amanda Spinicci Paiva. Quanto antes diagnosticada, mais fácil se torna o tratamento. A cura para a síndrome do pânico é difícil e demorada, mas não é impossível. O apoio da família, dos amigos, a procura de um bom profissional e o conhecimento sobre o assunto são vitais no processo de reabilitação.Conheça algumas dicas para dar os passos iniciais.

Detectando o problema

Quando detectado os sintomas, deve-se lembrar que a síndrome do pânico é um transtorno mais normal do que se imagina. O primeiro passo, apesar de ser um dos mais difíceis, é essencial para o tratamento. Assumir que está com problemas e tomar coragem para procurar ajuda é muito importante e deve ser feito de imediato.

É comum as pessoas com a síndrome acreditarem que nada poderá ajudá-las e se sentirem sempre fracas, desamparadas e impotentes. Não se deve ter vergonha de procurar auxílio. Recorra a um médico, psicólogo ou a uma pessoa de confiança para contar como se sente e dizer o que está acontecendo.

Como reagir

Ler a respeito e procurar depoimentos de quem sofre, ou já sofreu do mesmo problema, pode ajudar, e muito, como aconselha a psicóloga Amanad Spinicci Paiva. “Saber que não está sozinho, se identificar com outras histórias parecidas e ter consciência que isso não é uma fraqueza fará muito bem ao paciente”. Nesse momento, a presença de amigos e familiares é extremamente necessária. “Atitudes como julgamento e crítica só atrapalham o tratamento”. Por isso, o conhecimento evita o preconceito e ajuda quem está próximo a apoiar o indivíduo nos momentos de crises, acalmando e controlando os sintomas.

Quem procurar?

A ajuda médica deve ser acionada assim que os sintomas forem percebidos, quando já não há mais controle sobre as crises de ansiedades e elas se tornam cada vez mais frequentes. O profissional, tanto o médico quanto o psicólogo, irá avaliar e encaminhar a pessoa para o tratamento devido.

Lembre-se sempre de nunca ter medo ou vergonha, de assumir o transtorno, nem de pedir ajuda a quem está por perto. A síndrome do pânico pode ser tratada, se diagnosticada a tempo e acompanhada de especialistas.

Ao iniciar o tratamento da síndrome do pânico devemos observar algumas condições:

  • Diagnóstico realizado por um psicólogo, pois os sintomas podem confundir e fazer você acreditar que está com pânico quando na realidade pode ter TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo ou outro quadro ansioso.
  • A cura da síndrome do pânico se tornará mais rápida quanto mais “isolada” estiver, ou seja, se não houver comorbidades (outros transtornos juntos como Transtorno Obsessivo Compulsivo, depressão, fobia social, hipocondria, delírios, esquizofrenia, etc ).
  • Disposição para realizar as tarefas entre as sessões, pois serão fornecidos exercícios para serem realizados durante a semana.
  • Comprometimento. Não interromper o tratamento nem prejudicá-lo com bebidas alcoólicas ou drogas.

Normalmente, quando fica nervosa ou com medo, a pessoa tende a respirar de uma forma mais rápida e com um espaço de tempo mais curto.

Assista o vídeo abaixo para entender melhor a síndrome do pânico:

Espero ajudar vocês de alguma forma! 🙂

Um grande beijo.

Fontes: Ler saúde e G1

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