#Comportamento: Jovem e idoso são grupo de risco para suicídio.

O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, segundo a OMS.

Olá meninas, tudo bem?

Espero que sim! 🙂

Esta semana estive lendo alguns artigos para bolar um post bacana de #Comportamento e vi uma matéria que me chamou muito a atenção no mulher.uol.com.br  e coincidentemente eu já havia pensado em abordar esse assunto aqui no blog, e a partir dessa matéria resolvi escrever esse post para vocês.

Sabe meninas, eu, vocês e muitas pessoas sabem o peso de muitas coisas que nos deixam infelizes, por que, somos como uma maquina de sentimentos e claro há dias que as coisas são difíceis, tristes e o sofrimento é muitas vezes inevitável, mas, ao contrario do que todo mundo imagina na minha opinião, quem se suicida não desiste, não é fraco, pelo contrário é uma pessoa muito corajosa, porém essa pessoa direciona esse ato de coragem e de desespero de uma forma errada acabando com as chances de reverter a situação que o deixou naquele estado de extrema explosão e abre a porta para que essa pessoa muitas vezes cometa algo que normalmente ela nunca teria coragem de fazer.

Por isso, e por muitos outros motivos acredito que se, ao redor dessa pessoa houvesse respeito para sua condição mental, apoio, dedicação por parte da família ou amigos para saúde mental desse ser humano, essa tristeza pode ser evitada, com empoderamento e resiliência tudo pode se transformar, esse transtorno pode acabar e a pessoa se sentir pronta a receber outras oportunidades na vida.

O grande problema, o Câncer do ser pensante dentro de uma sociedade é achar que quando somos crianças ou jovens temos a obrigação de aceitar o ambiente em que vivemos, o assédio moral  por parte de todos que nos cercam por acharem que não podemos responder por nós mesmos por sermos jovens de mais, só que, quando envelhecemos as coisas voltam a ser assim, porque essa mesma sociedade acredita que por sermos velhos não podemos responder por nós mesmos, aceitando o desrespeito e a intolerância por aquelas pessoas que acham que nunca foram jovens e que nunca vão envelhecer!

Em setembro de 2014, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou o primeiro “Relatório Global de Prevenção ao Suicídio”. 

Segundo o documento, dar fim à própria vida é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Pessoas acima dos 70 foram classificadas como as que mais se tornam suicidas. De acordo com os especialistas entrevistados pelo UOL, o fato de jovens e idosos serem presas fáceis do sofrimento causado pelo preconceito faz com que as duas faixas etárias figurem com destaque no levantamento.

Apesar de não existir uma estatística fidedigna sobre homossexuais que atentam contra si mesmos, acredita-se que eles também façam parte desse grupo –os atestados de óbito não são redigidos com a orientação sexual do indivíduo.

“O preconceito é um fator desencadeador para o comportamento suicida, ou seja, facilita que esse tipo de morte ocorra, mas não é a principal razão. A discriminação provoca sofrimento, faz a pessoa se sentir julgada, culpada, o que são elementos de risco que colaboram”, declara a psicoterapeuta Karen Scavacini, mestre em saúde pública e especialista em prevenção ao suicídio.
De acordo com o psiquiatra Carlos Estellita-Lins, especialista em suicídio e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o preconceito é uma violência simbólica, que gera dano moral às suas vítimas. Para ele, o que difere os grupos de jovens e idosos é a experiência de vida.
“Jovens fazem mais tentativas de suicídio, enquanto  entre idosos há mais suicídios do que testes. O primeiro grupo tem menos conhecimento dos meios, do que é letal. Os mais velhos já viveram bastante e sabem o exatamente o que estão fazendo”, diz.
O psiquiatra diz que ambos –jovens e idosos– possuem pouca estrutura para lidar com os danos que a discriminação pode acarretar, seja por um bullying na escola ou por se sentir inútil para a sociedade, no caso dos que passaram dos 70.
“Reconhecer as formas de discriminação, que elas são uma forma de violência e deixam as pessoas sem saída, pode nos fazer entender que o suicídio é uma resposta a essas ações hostis”, declara.
“Foi a partir de muitos casos de suicídios de jovens e homossexuais que o bullying e a homofobia começaram a ser discutidos.” – Declara a Psicanalista.

Segundo a OMS, que enxerga o suicídio como um problema de saúde pública, 90% dos casos poderiam ser prevenidos. Por isso, a responsabilidade sobre um episódio suicida também é da sociedade como um todo.
Ao contrário do que se pensa, quebrar o tabu e trazer à tona o assunto é uma das formas de prevenir. Os especialistas afirmam que essa pode ser a abertura necessária para que os que pensam em tirar a própria vida consigam pedir ajuda.
“Perguntar sobre ideias de suicídio para alguém que já ameaçou –e é importantíssimo levar a sério os ‘avisos’– não vai incitá-lo à prática. O sofrimento é tão profundo que essa pessoa precisa ter uma chance de saber que pode falar a respeito. Uma conversa pode gerar opções de vida e levá-la a repensar o ato”, afirma Neury, psiquiatra e professor da Unicamp.
O engenheiro civil Carlos Correia, 61, é voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida) desde 1992. Para ele, o sentimento de alívio ao desabafar sobre os problemas é perceptível em contatos via telefone e, principalmente, nas palavras usadas em e-mails enviados à ONG.
“O preconceito gera muito sofrimento e pode ser considerado a gota d’água em um caso de depressão. Ao entrar em contato conosco, as pessoas sentem um pouco de calor humano, sabem que podem falar sobre tudo e compartilhar, pois não serão julgadas”, declara.
Correia diz que suicidas dão sinais do que pretendem fazer. “As frases normalmente são do tipo ‘estou tão cansado’ ou ‘não dá mais para segurar’. E quando existe um canal, como o CVV, esse alguém se sente valorizado, percebe que dentro dele existem coisas boas e que ainda há quem se preocupe com sua existência. Já recebemos cartas dizendo: ‘estou vivo por causa de vocês’ “.
O CVV – Centro de Valorização da Vida é uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil.

Fundada em 1962 por um grupo de voluntários, foi reconhecida como entidade de utilidade pública federal pelo decreto lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973.

Sua atuação baseia-se essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.

É associado ao Befrienders Worldwide (http://www.befrienders.org/), entidade que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo.

Em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.

Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mil, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos do CVV em todo o país (veja como acessar o serviço). Trata-se de um serviço gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda e preocupados com os sentimentos dessa pessoa.

Mudanças drásticas no comportamento também podem indicar risco de suicídio. “Dormir muito pouco ou mais do que o normal, falar sobre ser um peso para os outros, procurar meios –estocar remédios, por exemplo–, perder interesse por coisas que importavam antes e se despedir são alguns aspectos a serem observados “, diz a psicoterapeuta Karen Scavacini.  Além disso, a especialista alerta para situações de luto, mudança, separação, pois podem ser tornar desencadeadoras do ato.
Entretanto, muitos desses sinais se fazem reais apenas depois que a pessoa morreu, o que faz aumentar a culpa daqueles que fazem parte da vida de quem cometeu suicídio.
De acordo com Karen, que também é fundadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, em São Paulo, estima-se que de cinco a dez pessoas têm a vida impactada por esse tipo de morte. “Muitas vezes, elas são julgadas por não terem percebido a tempo ou terem feito alguma coisa para impedir aquele suicídio. Mas é preciso lembrar que, apesar de poder ser prevenido, o ato não é previsível”, afirma.
“Prevenir também é aumentar o conhecimento sobre o tema. Se falarmos a respeito, não criaremos uma sociedade fiscalizadora, mas, sim, que entenda o assunto e ajude quem lida diretamente com esses casos, como médicos e policiais”, diz o pesquisador da Fiocruz Carlos Estellita-Lins.

Não deixe ser tarde para alguém, oriente que procure ajuda médica, de seu apoio, não finja que nada esta acontecendo, porque pra quem esta sofrendo o tempo pode ser o pior dos inimigos!

Até a próxima!

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