A agorafobia é frequentemente confundida com a síndrome do pânico(que geralmente causa crises agudas de ansiedade, sem motivo real ou razoável), mas quem sofre com a doença na verdade tem problemas em enfrentar situações como locais muito cheios, de onde seria difícil escapar caso precisasse fugir rapidamente.

A doença é conhecida como medo de ter medo, deixando os pacientes dependentes da companhia de outras pessoas para atividades comuns.

Créditos: @pasquim/Instagram

O ator Marcos Pasquim comentou ter se tratado da doença, em 2016, e abriu a discussão do problema para o grande público. Veja a matéria do Catraca Livre sobre a declaração dele.

A pessoa, na verdade, tem medo de ser ver em uma situação que lhe cause medo, evitando-as. Ao estar acompanhada, a sensação de segurança é maior, segundo explica a psicóloga Adriana de Araújo, especialista do MinhaVida.

A fobia pode ser leve e não chegar a influenciar na vida da pessoa, mas pode atingir níveis que comprometem o dia a dia como deixar de sair de casa para ir ao mercado, casas de show, túneis, transporte público, áreas turísticas ou qualquer lugar que possa estar cheio e com difícil acesso à saída.

“Mas, normalmente, o medo de lugares menores está ligado à claustrofobia”, explica Adriana.

O problema também afeta a família de quem sofre com ele. Enquanto alguns acabam se colocando à disposição de quem sente que precisa de companhia para as situações mais corriqueiras, há tambémquem não entenda a doença.

Isso pode causar conflitos nas relações. Segundo a psicóloga, aparece o sofrimento, a insegurança e a falta de confiança em si próprio. “Ser independente e livre do medo é fundamental para o bem-estar emocional”, completa.

Busca por ajuda e tratamentos

Sempre que algum medo não justificado é identificado é importante procurar um especialista, esperar pode piorar a fobia. “Uma vez que o medo é criado através de reforço, pode ficar mais intenso se não for tratado, prejudicando ações do indivíduo”, comenta Adriana.

Quando o problema é diagnosticado, o médico apresenta as possibilidades de tratamento como hipnose terapêutica ou processos como a PNL (Programação Neurolinguística). “A técnica deve estimular a superação e o desbloqueio do medo”, explica Adriana de Araújo.

Créditos: Catraca Livre

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